Qual é o melhor método para ensinar matemática?

Tempo de leitura: 5 minutos

Qual é o melhor método para alfabetizar? Esta é uma das perguntas que mais chegam nas nossas redes sociais. Possivelmente, você já refletiu sobre este assunto e até já abraçou uma metodologia. Mas e com a matemática, você já pensou em “adotar” um método? Por que as pessoas falam/pensam/refletem tão pouco sobre este assunto? Seria porque a matemática tem menos protagonismo do que a linguagem? 

Neste artigo, então, queremos que você conheça algumas formas de trabalhar com os números e, por fim, chegue a uma conclusão sobre qual é o melhor método para ensinar. Se você deseja um material completo sobre este assunto, baixe aqui. 

Alguns métodos que conhecemos hoje em dia: 

 

Metodologias tradicionais: é possível que muitos de nós tenhamos aprendido matemática com este método, onde o professor é o centro, detentor do conhecimento, e o aluno é um mero receptor. É uma forma de trabalho que apoia-se na repetição, nos testes, provas e na memorização sem significado (o famoso “decoreba”). 

Metodologias ativas: alguns estudiosos dizem que esta metodologia chegou para atender as necessidades de os professores criarem aulas mais atrativas para os seus alunos, que estavam perdendo o interesse por aulas expositivas. Iniciou-se, então, o flipped classroom, em português, “sala de aula invertida”. Nesta forma de trabalho, o aluno é o centro, um participante ativo da aprendizagem e não apenas telespectador. 

 Método autodidata: este foi um método criado por um pai, professor de matemática, que não tinha tempo de ajudar o filho. Baseia-se em “folhas soltas” com cálculos que devem ser resolvidos sozinhos pela criança. 

 Método Singapura: esta forma de trabalho ficou conhecida por ser utilizada em muitos países com bons escores em provas internacionais que avaliam o desempenho matemático, dentre eles, obviamente, pelo nome, o país de Singapura. É uma metodologia que abandona a memória e possui uma abordagem chamada “CPA” (concreto, pictórico e abstrato), onde os alunos fazem uso destas estratégias para consolidar os conhecimentos matemáticos. 

 Método Mentalidades Matemáticas: este método baseia-se nos conhecimentos da neurociência para afirmar que o cérebro aprende matemática, basicamente, a partir de habilidades visuais, já que duas, das cinco áreas cerebrais que são ativadas enquanto manipulamos os números, estão relacionadas com a visão. É um método que estimula a flexibilidade cognitiva e abandona questões curtas e fechadas, afirmando que elas não estimulam o raciocínio, gerando um baixo desempenho matemático. 

 Método por Resolução de Problemas: como o próprio nome diz, o método de resolução de problemas propõe que os cálculos aritméticos e outras habilidades matemáticas sejam desenvolvidas a partir da resolução de situações-problemas. 

 

Dito tudo isso… Você consegue se enxergar em apenas um destes métodos? Pois é, existe 4 grandes problemas de você escolher apenas UM deles… 

1 – Restringir-se: quando nós nos restringimos a usar apenas um método para ensinar, ficamos “presas”. Precisamos ter autonomia para mudar, para observar nossa turma, nossos alunos, e buscar atender às necessidades deles! 

2 – Um só não dá conta: quando falamos em desenvolver habilidades matemáticas, observamos que nenhum método sozinho vai conseguir atender todas as demandas que temos. 

3 – As pessoas são diferentes: você JAMAIS terá uma turma homogênea, onde todos aprendem da mesma forma, na mesma velocidade, na mesma “qualidade”… Por isso, um único método é incapaz de atender a todas as pessoas. 

4 – O protagonista é VOCÊ: e não o método! Quando focamos em um método restrito, tornamos o professor e o aluno coadjuvantes do processo de ensino e aprendizagem. 

 

Se nenhum método é bom o suficiente, então, qual é o caminho? 

1 – Conheça os conceitos: você já ouviu falar em ambiente matematizador, senso numérico, letramento matemático, princípios de contagem, sistema de numeração decimal, aritmética…? Estes são conceitos básicos para desenvolvermos habilidades matemáticas com os nossos alunos. Se você não os conhece, provavelmente, não faz uma intervenção eficiente para desenvolvê-los. 

2 – Conheça os procedimentos: você sabia que existem inúmeras formas de resolver um mesmo cálculo? Você pode resolver 78 + 24 de diversas maneiras. O mesmo acontece com os procedimentos de subtração, multiplicação e divisão. Se você ensinar, intencionalmente e explicitamente, estas várias formas de resolução, seus alunos poderão escolher a melhor estratégia e se tornarem mais eficientes. Contudo, para que você consiga ensinar aos alunos, é preciso que você conheça esses procedimentos. 

3 – Conheça as estratégias didáticas: você ensina matemática somente a partir de folhas impressas? Há uma infinidade de outras estratégias didáticas que levam os seus alunos a diferentes situações de aprendizagem. 

4 – Torne-se uma professora protagonista: depois de conhecer os conceitos, dominar os procedimentos e se apropriar de diferentes estratégias didáticas, você estará apta para se tornar uma professora protagonista, sentindo-se segura para elaborar um planejamento que vai considerar a realidade e as necessidades dos seus alunos. Para saber mais, clique aqui. 

 

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Abraço, 

Professoras Camila e Clarissa 

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