O passo a passo para interpretar um problema matemático

Tempo de leitura: 4 minutos

Seus alunos sabem interpretar problemas matemáticos de forma eficiente?

No artigo de hoje, vamos mostrar um passo a passo para ajudar nossas turmas a serem mais assertivas na resolução de exercícios e falar sobre a importância de se trabalhar a matemática de forma contextualizada e interdisciplinar, especialmente no que tange às habilidades que nos são exigidas, diariamente, como o senso crítico e a organização de ideias. Além disso, abordaremos quais medidas didáticas podemos utilizar para ajudar nossos alunos a entenderem a matemática de forma mais eficiente.

Nesse sentido, é interessante notar que, muitas vezes, os estudantes demonstram extrema facilidade na execução isolada dos cálculos, mas se confundem quando esses mesmos cálculos se inserem em um problema matemático que necessita de interpretação.

Você já se perguntou por que isso acontece?

Em linhas gerais, parte de toda essa dificuldade surge pelo fato do problema matemático exigir muito mais habilidades cognitivas do que um simples cálculo solto. Assim, o problema impõe a necessidade de decodificação e compreensão das palavras que estão no enunciado, a organização dos dados solicitados, a escolha de qual procedimento será utilizado, dentre outros. Ou seja, enquanto o cálculo aritmético puro recruta um ou dois processos de cognição, o problema exige sete ou oito.

Portanto, falaremos sobre a responsabilidade do professor e do aluno nesse processo de ensino-aprendizagem e abordaremos algumas estratégias de ensino.

PARTE UM) ESTRATÉGIAS PARA O PROFESSOR

  • Sugiro que, inicialmente, seja feita uma reflexão: será que a utilização da palavra “problema” matemático, por si só, já não traz uma carga negativa para um primeiro contato com os alunos? Talvez, uma possibilidade, seja abordar a questão como “situações/desafios/histórias” matemáticas para atenuar o impacto nocivo do termo.
  • Outro ponto de destaque é utilizar os problemas dentro de um contexto, assim, ao invés de pegarmos problemas com os quais as crianças nunca tiveram contato, trazemos situações do cotidiano com as quais elas já estejam familiarizadas.
  • Ainda, devemos usar números reais para dar senso numérico às turmas. Isso significa que se vamos falar de 18.000 (dezoito mil), que sejam situações compatíveis com o numeral, e não para mencionar balas e bananas. As possibilidades grotescas não ajudam a aguçar o senso crítico.

PARTE DOIS) ESTRATÉGIAS PARA ENSINAR AO ALUNO (PASSO A PASSO)

  • Para resolver um exercício, o primeiro passo é ensinar o aluno a ler toda a história matemática (todo o enunciado), ao invés de só identificar os números e a palavras-chave.
  • Em seguida, analisar e compreender o que deve ser descoberto. Qual a pergunta final do problema? Será que a criança entendeu o problema?
  • O terceiro passo é organizar os dados do problema para facilitar a sua resolução.
  • Após, determinar qual o cálculo que deve ser executado para se chegar na resposta que foi solicitada.
  • Na sequência, executa-se o cálculo.
  • O sexto passo é conferir! É fundamental ensinar o aluno a revisar para tomar decisões mais assertivas, pode ser através de prova real ou não, com o cálculo inverso ou com materiais concretos… o importante é checar a resposta.
  • Por fim, SEMPRE oriente o aluno a escrever a resposta completa. Isso faz com que se tenha a convicção de que a criança entendeu exatamente o que estava sendo pedido no enunciado da questão.

Na Matemática, assim como no mundo em que vivemos, não há mais espaço para modelos de ensino estáticos – que orientem os estudos de forma mecânica e descontextualizada. É imprescindível trazer o problema dentro de uma situação concreta e fundamentada com o objetivo de obter o melhor rendimento escolar possível!

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Grande abraço,

Iara Rodrigues

(Texto redigido por Iara Rodrigues e revisado por Daiane Garcia).

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