Dicas para alfabetização no autismo

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Segundo dados do CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos), estima-se que, atualmente, 01 a cada 54 crianças possua autismo.

Isso significa dizer que, muito em breve, em cada sala de aula haverá pelo menos um aluno apresentando o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Mas o que vem a ser o TEA? Que diagnóstico é esse e como ele pode influenciar no processo de alfabetização e de aprendizado?

O autismo é uma síndrome que causa alterações em três níveis fundamentais do desenvolvimento humano: a comunicação, a interação social e o comportamento. Importante mencionar que cada criança pode apresentar sinais próprios que indiquem algum grau de desarranjo, razão pela qual é tão difícil se chegar a um diagnóstico precocemente.

Na educação infantil, por exemplo, as observações do dia a dia de sala de aula são essenciais para se realizar um diagnóstico clínico: criança que não quer ficar na roda, que não atende pelo nome, não gosta de determinadas brincadeiras, tem dificuldade com o toque, não sabe brincar ou se comunicar funcionalmente etc.

Por isso, é papel do professor, caso perceba alguma dificuldade, entrar em contato com a coordenação ou supervisão, de forma responsável, para que esses façam o encaminhamento para o profissional médico adequado.

Em razão disso, separamos aqui algumas dicas que são pré-requisitos para ajudar na alfabetização e no desenvolvimento de habilidades essenciais para o desenvolvimento dessas crianças:

 

  1. CONTATO VISUAL: é imprescindível analisar se a criança tem um bom contato visual. Ex.: ligou e desligou a luz, ela prestou atenção?!
  2. IMITAÇÃO: observe se a criança tem a capacidade de imitar. Criança que não imita não aprende!
  3. APONTAR: verifique se a criança aponta para determinadas pessoas ou objetos – o simples ato de apontar é indicativo de que aquela criança consegue se comunicar eficazmente.
  4. PEQUENAS TAREFAS: a criança consegue iniciar e finalizar pequenas tarefas?
  5. PAREAR: importante que ela saiba fazer pareamentos e relacionar objetos. Isso torna possível que se trabalhe a coordenação, o olhar e a mão. Uma vez que isso é feito, o processo de alfabetização dessa criança pode começar.
  6. ALFABETIZAÇÃO: não é regra, mas começar pelas vogais tende a facilitar a tarefa. Em pouco tempo a criança já está memorizando, apontando e se tornando capaz de fazer pareamentos para trabalhar a consciência silábica.
  7. EXPECTATIVAS: é indispensável entender que, infelizmente, nem todas as crianças com autismo conseguirão ser alfabetizadas, mas é necessário perceber que ao se ensinar as habilidades acima mencionadas, inúmeros serão os benefícios de longo prazo para a vida delas.

Lembre-se que, quando falamos do espectro autista, os objetivos devem ser gradativos, as crianças devem estar preparadas para o processo de alfabetização, ainda que nem todas consigam ser alfabetizadas.

Por fim, cuidado com os distratores, tanto em sala de aula, quanto nas folhas de atividades. Os excessos podem comprometer o relacionamento e o desenvolvimento saudável desses alunos.

Se por um lado não existe receita mágica para alfabetizar, por outro, existem muitas estratégias e recursos que podem ser adaptados para se tentar avançar da melhor maneira possível.

Portanto, se o processo de alfabetização te interessa, de 26 de abril a 2 de maio, temos um encontro marcado na Semana da Alfabetização, um evento 100% on-line e gratuito. Para se inscrever, basta clicar aqui.

 

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Abraços!
Iara Rodrigues

(Texto redigido por Iara Rodrigues e revisado por Camila Oliveira).

 

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