Como ser um BOM professor de matemática inicial

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É indiscutível o fato de que, nos primeiros anos do Ensino Fundamental, privilegia-se o ensino da leitura e da escrita, deixando a matemática, muitas vezes, de lado.

Muita gente não sabe, mas a matemática desenvolve muito mais do que números. Ela mexe com estruturas cognitivas e tem o poder de transformar uma sociedade. Você sabia, por exemplo, que países que possuem altos índices de ensino aritmético, possuem também um maior nível de desenvolvimento econômico e social?

Pois é! Está MAIS DO QUE NA HORA de darmos atenção para a matemática. Você está comigo? Então quero te dar 3 dicas importantes!

 

1 – CONHEÇA OS CONCEITOS: você já ouviu falar em letramento matemático, senso numérico, princípios de contagem, aritmética…? Pois é! Engana-se quem pensa que o ensino dos números é só “continha”. Se ficarmos nisso, corremos o risco de ser um ensino superficial. Uma aprendizagem reflexiva e com sentido precisa também estar fundamentada nestes outros conceitos que falamos. Já temos alguns artigos sobre eles aqui no nosso site. Você pode ler sobre letramento matemático aqui, sobre Sistema de Numeração Decimal aqui e sobre princípios de contagem aqui. Além disso, é fundamental que você construa um ambiente matematizador na sua sala de aula (sobre isso você pode ler aqui!).

 

2 – CONHEÇA OS PROCEDIMENTOS: você ensina os cálculos para seus alunos da mesma forma que você aprendeu? Sabia que há várias maneiras de chegar nos resultados de adição, subtração…? Conhece, por exemplo, a multiplicação por decomposição? E a divisão por estimativa? Privilegia o ensino do cálculo mental? Tudo isso pode contribuir (E MUITO!) para a aprendizagem do seu aluno. Primeiro, porque quanto mais estratégias ele for ensinado, mais flexível ficará o seu pensamento (leia sobre flexibilidade cognitiva aqui!). Segundo, porque conhecendo várias estratégias, é possível que a criança escolha qual é mais adequada para ela, não ficando “engessada” em apenas um jeito de fazer. Conhecer os procedimentos é essencial porque o professor não ensinará um cálculo mecanicamente, “porque é assim e ponto”, mas ajudará os seus alunos a entender o porquê de tanto “sobe, desce, pede emprestado, coloca o zero”. E aprender com sentido é muito melhor, não é mesmo?!

 

3 – COMECE PELOS PROBLEMAS: normalmente, os problemas ou situações matemáticas são utilizados para sistematizar um conteúdo. Depois que ensinamos um cálculo e mostramos como se faz, nós damos os problemas para as crianças resolverem. E adivinhem só?! Eles nem pensam muito, pegam os dois números e fazem logo o cálculo que a profe recém ensinou. Isso quando não damos palavras-chave e eles só procuram ali para resolver (aliás, fuja do ensino das palavras-chave, pois isso torna, novamente, o ensino mecânico e sem sentido!). Que tal tentar diferente? Comece pelos problemas! Dê uma situação do cotidiano e deixe que as crianças resolvam sozinhas, contem suas estratégias, mostrem no quadro como fizeram para chegar ao resultado. Só depois de muito debate, ensinamos a elas “um outro jeito de resolver” e mostramos o cálculo novo.

 

Todos estes passos são ensinados de forma detalhada no nosso curso MAP, o Matemática na Prática. Se você se interessa por este assunto e gostaria de saber muuuuuuuuuuito mais sobre cada dica que falamos aqui neste artigo, eu te convido a clicar aqui e ser minha aluna!

 

Se quiser saber mais sobre este assunto, temos uma LIVE inteirinha aqui!

 

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Abraço,

Camila Oliveira

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