Atividades para fazer com livros de literatura infantil

Tempo de leitura: 5 minutos

Trabalhar com literatura infantil É TUDO DE BOM! Tanto nós, professores, como os alunos, amamos ouvir e ler histórias! Para as dicas de hoje, usaremos como exemplo o livro “O carteiro chegou”, mas, você pode adaptar estas ideias para qualquer obra literária que esteja trabalhando com seus alunos. 

A escolha do livro é muito importante. Devemos ter intencionalidade nesta seleção, e não pegar o primeiro da prateleira. Pense em quais objetivos você deseja desenvolver com seus alunos e procure um livro que te ajude nesta tarefa. Se a leitura for por deleite (isso deve acontecer com frequência), os critérios de escolha podem ser outros, que não as metas escolares a serem atingidas.

O contexto do livro também deve ser bem pensado. No caso de “O carteiro chegou”, o livro começa com uma carta recebida na casa dos ursinhos, pedindo desculpas por comer o mingau e quebrar a cadeira da casa deles. Se as crianças não conhecerem a história da “Cachinhos Dourados”, a turma não encontrará sentido nesta carta. Por isso, é importante saber o contexto. A professora deve ler o texto previamente e encontrar caminhos para facilitar a compreensão. Outros exemplos: com a história “Até as princesas soltam pum”, o ideal é que eles já conheçam os contos de fadas para entender a nova perspectiva dada pelo livro. Na obra “A verdadeira história dos três porquinhos”, eles já devem conhecer o conto original. Desta forma, facilitaremos a compreensão através da prática das inferências.

Mesmo que a história não remeta a outras obras literárias, como nos exemplos acima, é interessante conversar com as crianças sobre o contexto do livro. Se for uma história que possua animais, transportes, palavras e outros elementos que a turma não conhece, é importante apresentar estes elementos previamente.

IMPORTANTE: estas atividades podem durar uma semana ou mais! O seu planejamento com atividades permanentes e aleatórias deve continuar!

1) Motivação: é o que vai instigar o seu aluno a querer ouvir a história. Boas ideias são se vestir de carteiro, explorar a capa, levar uma caixa com cartas, pedir que alguém bata à porta. Não é necessário fazer todas as motivações. Este momento não precisa ser mais longo do que a leitura em si.

2) Ativar conhecimentos prévios: trata-se de perguntas que nós fazemos para estimular a compreensão das crianças antes da leitura.

• Para que serve uma carta?

• Já recebeu alguma?

• Quem entrega cartas?

• Hoje, como nos comunicamos além das cartas?

3) Previsões: o que será que vai acontecer? Deixar que as crianças criem hipóteses e a professora pode ser a escriba, anotando as ideias no quadro.

4) Leitura modelo: a leitura do texto realizada pela professora é de suma importância. Cuidado com a entonação da voz, os sinais de pontuação e a postura! A sua leitura servirá de modelo para as crianças.

5) Perguntas orais: explícitas e implícitas que devem ser PLANEJADAS antes da aula, ao invés de esperar as ideias “virem na hora”. Deste modo, perdemos a qualidade do trabalho.

• Explícitas: são aquelas que estão claras na história, como “quem entregou as cartas? Para quais lugares o carteiro foi? As cartas eram todas iguais?”

• Implícitas: são aquelas que não estão escritas no texto, como “por que as cartas eram diferentes? Por que a Cachinhos escreveu uma carta? Será que a Chapeuzinho escreveu a carta no mesmo dia do aniversário? Como a carta chegou até o carteiro?”

• Retomada das previsões: será que o que as crianças acharam que ia acontecer realmente aconteceu?

6) Disponibilizar o texto ou uma parte dele: o texto pode ser redigido pela professora, na letra adequada para os alunos. Juntos, eles poderão numerar as linhas, os parágrafos, pintar letras maiúsculas, sinais de pontuação… Tudo depende da sua intencionalidade neste momento!

7) Banco de palavras: a elaboração de um banco de palavras é essencial, principalmente em turmas de alfabetização. Pode ser feito coletivamente, pela professora ou pelas crianças, em um cartaz bem bacana que deve ficar disponível na sala de aula. Um banco de palavras nada mais é do que um cartaz em que afixamos de 6 a 10 palavras, para que sejam exploradas em atividades e jogos envolvendo distintas habilidades.

8) Criação de jogos: utilizamos as palavras do banco para criar jogos de memória, dominós, trincas…

9) Sequência didática com o gênero textual: no caso do livro que estamos abordando, é possível criar uma sequência didática bem bacana com o gênero carta. Clique aqui e saiba como criar uma SD. Este trabalho deve explorar as especificidades do texto (o que precisa ter em uma carta?) e estimular a produção textual, tanto coletiva como individual.

10) Compreensão leitora: agora, não mais de forma oral, mas com registro escrito. Podemos retomar as perguntas da história, com espaço com linhas ou em branco para desenhos. Além daqueles questionamentos, as crianças podem fazer lista dos lugares onde o carteiro foi, quem enviou cartas, quem recebeu, os outros contos que aparecem na história…

11) Escrita espontânea:

• Pode ser um autoditado, com diferentes estruturas de folha para cada nível de escrita. Os pré-silábicos podem pensar na letra inicial e final, os silábicos podem escrever dentro de caixinhas que correspondem ao número de sílabas da palavra (“urso” teria dois espaços, por exemplo) e os alfabéticos poderiam escrever em uma linha única, aventurando-se a escrever a palavra completa, sem dicas. Assista mais orientações para fazer atividades diferenciadas aqui.

• Correio elegante: no caso do livro “O carteiro chegou”, que trabalha com o gênero carta, os alunos podem se trocar cartas e bilhetinhos dentro da sala de aula. A ideia é que cada aluno tenha o seu envelope. Por sorteio ou de forma espontânea, um colega escreve para o outro e coloca no envelope do mesmo.

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Abraço,

Professora Clarissa Pereira e Camila Oliveira

(Texto redigido por Camila Oliveira e revisado por Clarissa Pereira) .

 

 

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